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                                                                                        GATA BALEADA

 
 

    

Parte 2

“Foi aqui mesmo neste e-mail que você, ficou sabendo da minha história. Fui encontrada durante uma ronda de um dos voluntários da ONG. Estava caída na calçada. No início acharam que eu tinha sido atropelada, mas se aproximando mais, o bom moço notou um ferimento na minha cabecinha. Mais que depressa me socorreu. Eu já não conseguia mais entender o que estava acontecendo comigo... Só sei que sentia muita dor, uma queimação horrível na cabeça. Que sensação estranha!

Quando cheguei ao veterinário, eu já estava confusa diante de tanta dor, mas eu ouvi quando disseram: ‘Tem uma bala na cabeça dela’. Então, eu fiquei pensando: o que seria uma bala? E, mesmo sem saber o que aquilo significava eu só queria que tirassem ela de mim e que, assim, minha cabecinha parasse de doer! Foi o que fizeram. Levei uma picadinha, dormi um pouquinho e, quando eu acordei, já não sentia mais aquela queimação. Nossa! Que alivio eu senti! Mas eu percebi que tinha algo muito estranho... Eu já não enxergava tão bem como antes! Entretanto, o que importava é que recebia muito carinho... Cuidaram muito bem de mim... Ganhei muito colinho e trocavam meu curativo todos os dias.

Eu estava até me recuperando bem mas, de repente, comecei a não reagir mais, mesmo com os remedinhos que o veterinário havia prescrito. Meu Deus! O que estaria acontecendo comigo? Minha cabecinha já não doía mais! Então eu fui ficando fraca, já não conseguia mais comer. Foi quando me levaram novamente ao médico e eu o ouvi falar numa tal complicação depois da cirurgia, algo que poderia acontecer.

E foi assim que realmente aconteceu... há 20 dias eu estava deitadinha quando vi, lá longe, um lugar bonito com muitos bichinhos brincando e eles me chamavam e diziam que lá não ia mais precisar dos curativos e que minha cabecinha nunca mais iria doer e eu iria voltar a enxergar como antes! Ah! Eu não tive dúvidas! Corri para o que parecia ser um jardim, tinha até um arco-íris. Que lindo! Hoje, posso dizer que estou bem, porém, só daqui de cima, é que eu pude entender que deixei a Terra. O que ficou aí embaixo foi só o meu corpinho que Deus apenas me emprestara e que agora não precisaria mais me preocupar com ele. Os anjos daqui do céu me falaram também que eu tinha que dar notícias e agradecer a todos os que me ajudaram enquanto eu estava aí com aquela ‘bala’ na minha cabeça (Eu ainda não sei direito o que é uma bala... mas me disseram que eu podia chamar isso de maldade dos humanos...). E sabe o que mais desejo agora? É que outros animais não tenham a dor de cabeça que eu tive. Que só recebam o carinho e o colinho assim como eu recebi. E que essa tal de maldade humana possa um dia ter fim”.

Em nome da Francisca (a gatinha baleada na Vila Hortolândia e que não resistiu à tamanha crueldade), agradecemos de coração à todos os que, de alguma forma, ajudaram o nosso trabalho e continuam a nos apoiar para que possamos continuar oferecendo uma vida digna a tantos bichinhos. Conheça mais sobre nossas ações no site www.sosanimaisabandonados.com.br.


Parte 1

Infelizmente maus-tratos de animais são práticas muito comuns na história da humanidade e perduram até os dias de hoje. Não é raro nos depararmos com situações evidentes de violência e desrespeito à vida. O caso que iremos relatar hoje não é apenas mais um caso de maus tratos... É sério e gravíssimo. Mostra o extremo da maldade humana.

Há uma semana, um dos voluntários da SOS Animais Abandonados fazia ronda perto de sua casa, na Vila Hortolândia, quando se deparou com uma gatinha deitada na calçada. Aproximando-se, percebeu que ela não se mexia e, imediatamente, a levou a uma de nossas clínicas veterinárias parceiras. O primeiro diagnóstico foi atropelamento, mas logo o veterinário desconfiou que houvesse algo a mais. Um raio X esclareceu o caso: o animal tinha sido baleado na cabeça.

Diante da situação, a única decisão plausível para nós era a de realizar a difícil cirurgia, pois a gatinha ainda tinha vida e a SOS nunca desiste de um caso. Foi assim que ela sobreviveu e, hoje, recupera-se, ainda internada. O estado de nossa valente amiguinha ainda é grave e como houve perda de massa cefálica é provável que ela tenha que conviver com graves seqüelas, entre elas, a perda da visão.

Infelizmente, sabemos que essa não deve ter sido uma bala perdida. Animais como pássaros e gatos continuam sendo os maiores alvos dessa crueldade praticada, muitas vezes, por jovens que ainda não aprenderam o verdadeiro sentido da vida. É alarmante pensar que essas mesmas pessoas serão as que, na vida adulta, poderão mirar suas armas, também, contra seres humanos. Prova disso são estudos que já apontam que crianças com comportamentos violentos para com os animais possuem uma forte tendência à criminalidade futura, merecendo por parte de toda sociedade uma atenção especial, o que incluiria acompanhamento psiquiátrico/psicológico preventivo.

Às pessoas que possuem animais como cães e gatos, vale ressaltar a importância da castração, não só para o controle populacional e prevenção de doenças, mas também como forte ação no combate aos maus-tratos e abandono. Ter um animal significa ser responsável por ele e mantê-lo domiciliado, ou seja, sob sua proteção e longe de pessoas perversas como a que atirou na linda gatinha. E, para quem alega ser ‘impossível’ manter gatos em casa, a prática dos protetores mostra o contrário. Quando castrados, amados e bem alimentados, não há nada que telas em janelas e cuidados com portas não resolvam.

Mas nessa história toda, outro detalhe nos faz acreditar que um final feliz ainda seja possível. Como a gatinha é castrada é bem possível que neste momento, em algum lugar de Jundiaí, haja alguém, seja adulto ou criança, querendo muito reencontrá-la e enchê-la de mimos e carinhos... E se esta pessoa não aparecer, temos a certeza de que a esta altura do texto, você, emocionado, pode estar até pensando: “Bem que eu poderia ajudar essa gatinha!”. Entre em contato conosco. Faça a sua parte!

E mais uma vez contamos com nossos amigos e amantes dos animais para nos ajudar com o caso da gatinha.
Quem puder ajudar entre em contato.
Abraços a todos e fiquem com Deus
Grande abraço a todos, Fiquem com Deus
SOS Animais Abandonados
7325-0583 - Rosa
8901-4751 - Dolores
contato@sosanimaisabandonaos.com.br

 
 
 
 
 
 
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